quarta-feira, 1 de junho de 2022

Os primeiros Impérios

 https://youtu.be/-HUK3gGpcwY

sábado, 14 de maio de 2022

Mantiqueira

 https://youtu.be/noFTkCkLzTE

Vales Férteis

 https://youtu.be/5fSzE4npT5w

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Alice no país das maravilhas

     "Então deveria dizer o que pensa", a Lebre de Março continuou.
     "Eu digo", Alice respondeu apressadamente; "pelo menos...pelo menos eu penso o que digo...é a mesma coisa, não?"
     "Nem de longe a mesma coisa!" disse o Chapeleiro. Seria como dizer que 'vejo o que como' é a mesma coisa que 'como o que vejo'!"
     "Ou  o mesmo que dizer", acrescentou a Lebre de Março, "que 'aprecio o que tenho' é a mesma coisa que 'tenho o que aprecio'!"
     "Ou o mesmo que dizer", acrescentou o Caxinguelê, que parecia estar dormindo, "que 'respiro quando durmo' é a mesma coisa que 'durmo quando respiro'!"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Coisa de Enciclopédia

Foi por volta de 50.000 a.C. –Início do paleolítico superior- que o homem assumiu sua forma atual, a de Homo Sapiens. Desde então, por muito tempo,a natureza foi o único recurso para a sua sobrevivência. Vivia como os animais: recolhia o alimento aqui e ali.
Não teve consciência, tampouco de que era prejudicial abater indiscriminadamente os animais para comer. Mantendo-os vivos teria uma fonte quase inesgotável de alimento, como o leite, e de vestimenta, como a lã.
Por seu desconhecimento viveu em nomadismo: esgotados os produtos de determinada região rumava para novas plagas.
 E a vida se manteve assim até o período neolítico ou, como é também chamado, da pedra polida. Então uma inovação praticamente revolucionária surgiu na zona do mediterrâneo Oriental, na palestina,  Síria, Iraque e Irã. Mais ou menos 8.000 anos antes de Cristo. Pois nas escavações arqueológicas de Jarmo, no Iraque, foram descobertos grãos de trigo, cuja idade é de aproximadamente 6.000 anos (Está um pouco amanhecido, como é possível observar). É que as mulheres de então, ao pesquisarem o solo em busca de alimentos, encontraram sementes silvestres de que se originam o trigo e a cevada. E descobriram que, plantando-as , obtinham bom alimento (Gostaria de saber como foi essa descoberta, pois foi algo ou muito genial, ou muito sem querer, ou os dois). O mesmo se deu depois com a ervilha, o feijão, a lentilha, o arroz, o milho, o inhame, a mandioca, cabaça, etc.
O que nos parece agora de evidência natural – A germinação das plantas comestíveis – Constitui um enorme avanço na evolução do homem.
A participação ativa, e a não mais passiva, do homem em relação ao ambiente, desencadeou uma farta produção de víveres e utensílios. Mesmo assim, ainda não existia uma especialização de funções na aldeia: a divisão ainda era como no paleolítico com base no sexo dos indivíduos: as mulheres lavram parcelas da terra, moem, cozinham, fiam, tecem, confeccionam roupas, moldam recipientes de argila, preparam adornos e objetos mágicos; os homens capinam, constroem choças, cuidam do gado, caçam, fabricam armas e ferramentas: machado de pedra, afiados por meio de polimento, implementos para lavrar o solo, para segar, armazenar colheitas e transformá-la em alimento, para cavoucar a terra existia um bastão pontiagudo de madeira, ao qual era acrescentada uma pedra perfurada na ponta; tosca enxadas, rudes foices e arados são os demais recursos utilizados por esses homens.
 Nos tempos primitivos o homem lutava duramente pela subsistência e entre todas as criaturas então existentes na terra, parecia o menos capaz de defender-se dos perigos que o cercavam: nas florestas estavam os mais ferozes animais, como lobos, javalis e ursos gigantes; nos rios, hipopótamos e rinocerontes; no fundo das cavernas, ursos e leões e hienas.

Como o homem sobreviveu, e como no curso das idades tornou-se o ser que conhecemos, constitui a novela mais fascinante da história do mundo. Os primeiros capítulos são ainda difíceis de decifrar, pois foram escritos com ossadas humanas, restos de animais e utensílios feitos pelo homem. Correspondem  ao período das culturas ágrafas (sem escrita), que subsistiram aproximadamente até 3.000 a.C., fim do período neolítico. Mas existem culturas ágrafas até hoje no mundo, como os aborígenes australianos e os índios brasileiros.

domingo, 2 de junho de 2013

Enjambement desambientado (6)



Eu me abismo.
Eu me abismo no infinito das finitudes.
 


E de repente estou diante de mim. Toda minha perplexidade volta à tona! Aquela perplexidade que se tem diante do novo, da situação que desafia, que instiga a mente a entender o que está acontecendo. O tempo passa e a rotina parece demolir a habilidade de ficar estupefato, e assim se envelhece a olhos vistos, ah, mas hoje foi diferente! O dia foi longo e cheio de acontecimentos! Minhas certezas se transformaram e topei com a realidade. Chega de querer entender de coisas que não me dizem respeito e eu não sei mesmo, nesse mundo governado pela incerteza o único caminho possível é o da dúvida, é preciso idolatrar a dúvida. Ou não.

            É interessante como consigo perceber a possibilidade de se tornar cada vez mais refém de si mesmo e de toda a estrutura que a rotina produz. Lembro de um dia quando ainda era um moleque, e ia caminhando pela rua no caminho da escola para casa e um pensamento me ocorreu que alguns dias antes eu havia tido um dia que, no meu ver de criança, havia sido absolutamente perfeito, é estranho, mas depois desse dia, todos os outros dias havia algum momento que eu pensava comigo mesmo - Puxa esse não foi um bom dia! É estranho, mas eu me atentava a isso, dentre os 40 a 60 mil pensamentos que passam pelo cérebro em um dia, esse sempre estava la e me chamava a atenção, acho que estabeleci algum tipo de parâmetro para o que seria um dia perfeito e evidentemente era um exagero que tive, me baseando numa lembrança de criança, puxa isso durou bastante tempo e hoje me lembrei, é engraçado ver o quanto se muda com o tempo e o quanto se aprende com as idas e vindas.

Existe um eu que morreu, e um novo e jovial eu que renasce de dentro da história anterior da vida. Seguir em frente e aceitar as mudanças da vida. É difícil nessa vida “Fast-food” onde só o novo é aceito e totalmente descartável. Digo difícil, pois as coisas passam tão rápido, tão perversamente rápido que não é tão simples se dar conta do tempo.Esse tempo que é tão particular.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Enjambement desambientado (5)



Quanto vivi? E agora esse fluxo de consciência; me encontro no pretérito imperfeito do indicativo, que tão bem se ajusta as descrições que ganham a atualidade do presente quando trazidos à lembrança, são revividos pela mente.
            A escrita fica, aparentemente, desconexa, parece um filme cheio de cortes e flashbacks.
            Ao acordar tento me reconhecer. Sou um estranho nesta realidade, um forasteiro, e, sendo assim, o centro para onde convergem as ideias, preciso disso, ser como que um catalisador para entender o que acontece, ou não? Acreditei precisar me encontrar para sacramentar meu destino no oceano de inconsciência que me encontrava.
            É necessária atenção redobrada, pois o importante da cadeia de acontecimentos não é o desfecho em si, mas sim a linha de raciocínio que conduz toda a trama, ou seja, com que intenção ou intuição essa história esta acontecendo? Porque razão esta teia está sendo tecida. Quando pergunto intenção ou intuição é porque intenção tem alguma razão humana, algum conceito embutido, já a intuição é algo mais vago, algo um tanto além de simples explicações racionais, é algo não rotulável e um tanto transcendente.