Quanto vivi? E agora esse fluxo
de consciência; me encontro no pretérito imperfeito do indicativo, que tão bem
se ajusta as descrições que ganham a atualidade do presente quando trazidos à
lembrança, são revividos pela mente.
A escrita
fica, aparentemente, desconexa, parece um filme cheio de cortes e flashbacks.
Ao acordar
tento me reconhecer. Sou um estranho nesta realidade, um forasteiro, e, sendo
assim, o centro para onde convergem as ideias, preciso disso, ser como que um
catalisador para entender o que acontece, ou não? Acreditei precisar me
encontrar para sacramentar meu destino no oceano de inconsciência que me
encontrava.
É necessária
atenção redobrada, pois o importante da cadeia de acontecimentos não é o
desfecho em si, mas sim a linha de raciocínio que conduz toda a trama, ou seja,
com que intenção ou intuição essa história esta acontecendo? Porque razão esta
teia está sendo tecida. Quando pergunto intenção ou intuição é porque intenção
tem alguma razão humana, algum conceito embutido, já a intuição é algo mais
vago, algo um tanto além de simples explicações racionais, é algo não rotulável
e um tanto transcendente.
