domingo, 6 de janeiro de 2013

Enjambement desambientado (5)



Quanto vivi? E agora esse fluxo de consciência; me encontro no pretérito imperfeito do indicativo, que tão bem se ajusta as descrições que ganham a atualidade do presente quando trazidos à lembrança, são revividos pela mente.
            A escrita fica, aparentemente, desconexa, parece um filme cheio de cortes e flashbacks.
            Ao acordar tento me reconhecer. Sou um estranho nesta realidade, um forasteiro, e, sendo assim, o centro para onde convergem as ideias, preciso disso, ser como que um catalisador para entender o que acontece, ou não? Acreditei precisar me encontrar para sacramentar meu destino no oceano de inconsciência que me encontrava.
            É necessária atenção redobrada, pois o importante da cadeia de acontecimentos não é o desfecho em si, mas sim a linha de raciocínio que conduz toda a trama, ou seja, com que intenção ou intuição essa história esta acontecendo? Porque razão esta teia está sendo tecida. Quando pergunto intenção ou intuição é porque intenção tem alguma razão humana, algum conceito embutido, já a intuição é algo mais vago, algo um tanto além de simples explicações racionais, é algo não rotulável e um tanto transcendente.

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