Foi por volta de 50.000 a.C.
–Início do paleolítico superior- que o homem assumiu sua forma atual, a de Homo
Sapiens. Desde então, por muito tempo,a natureza foi o único recurso para a sua
sobrevivência. Vivia como os animais: recolhia o alimento aqui e ali.
Não teve consciência, tampouco de
que era prejudicial abater indiscriminadamente os animais para comer.
Mantendo-os vivos teria uma fonte quase inesgotável de alimento, como o leite,
e de vestimenta, como a lã.
Por seu desconhecimento viveu em
nomadismo: esgotados os produtos de determinada região rumava para novas
plagas.
O que nos parece agora de
evidência natural – A germinação das plantas comestíveis – Constitui um enorme
avanço na evolução do homem.
A participação ativa, e a não
mais passiva, do homem em relação ao ambiente, desencadeou uma farta produção
de víveres e utensílios. Mesmo assim, ainda não existia uma especialização de
funções na aldeia: a divisão ainda era como no paleolítico com base no sexo dos
indivíduos: as mulheres lavram parcelas da terra, moem, cozinham, fiam, tecem,
confeccionam roupas, moldam recipientes de argila, preparam adornos e objetos
mágicos; os homens capinam, constroem choças, cuidam do gado, caçam, fabricam
armas e ferramentas: machado de pedra, afiados por meio de polimento,
implementos para lavrar o solo, para segar, armazenar colheitas e transformá-la
em alimento, para cavoucar a terra existia um bastão pontiagudo de madeira, ao
qual era acrescentada uma pedra perfurada na ponta; tosca enxadas, rudes foices
e arados são os demais recursos utilizados por esses homens.
Como o homem sobreviveu, e como
no curso das idades tornou-se o ser que conhecemos, constitui a novela mais
fascinante da história do mundo. Os primeiros capítulos são ainda difíceis de decifrar,
pois foram escritos com ossadas humanas, restos de animais e utensílios feitos
pelo homem. Correspondem ao período das
culturas ágrafas (sem escrita), que subsistiram aproximadamente até 3.000 a.C.,
fim do período neolítico. Mas existem culturas ágrafas até hoje no mundo, como
os aborígenes australianos e os índios brasileiros.
