segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Coisa de Enciclopédia

Foi por volta de 50.000 a.C. –Início do paleolítico superior- que o homem assumiu sua forma atual, a de Homo Sapiens. Desde então, por muito tempo,a natureza foi o único recurso para a sua sobrevivência. Vivia como os animais: recolhia o alimento aqui e ali.
Não teve consciência, tampouco de que era prejudicial abater indiscriminadamente os animais para comer. Mantendo-os vivos teria uma fonte quase inesgotável de alimento, como o leite, e de vestimenta, como a lã.
Por seu desconhecimento viveu em nomadismo: esgotados os produtos de determinada região rumava para novas plagas.
 E a vida se manteve assim até o período neolítico ou, como é também chamado, da pedra polida. Então uma inovação praticamente revolucionária surgiu na zona do mediterrâneo Oriental, na palestina,  Síria, Iraque e Irã. Mais ou menos 8.000 anos antes de Cristo. Pois nas escavações arqueológicas de Jarmo, no Iraque, foram descobertos grãos de trigo, cuja idade é de aproximadamente 6.000 anos (Está um pouco amanhecido, como é possível observar). É que as mulheres de então, ao pesquisarem o solo em busca de alimentos, encontraram sementes silvestres de que se originam o trigo e a cevada. E descobriram que, plantando-as , obtinham bom alimento (Gostaria de saber como foi essa descoberta, pois foi algo ou muito genial, ou muito sem querer, ou os dois). O mesmo se deu depois com a ervilha, o feijão, a lentilha, o arroz, o milho, o inhame, a mandioca, cabaça, etc.
O que nos parece agora de evidência natural – A germinação das plantas comestíveis – Constitui um enorme avanço na evolução do homem.
A participação ativa, e a não mais passiva, do homem em relação ao ambiente, desencadeou uma farta produção de víveres e utensílios. Mesmo assim, ainda não existia uma especialização de funções na aldeia: a divisão ainda era como no paleolítico com base no sexo dos indivíduos: as mulheres lavram parcelas da terra, moem, cozinham, fiam, tecem, confeccionam roupas, moldam recipientes de argila, preparam adornos e objetos mágicos; os homens capinam, constroem choças, cuidam do gado, caçam, fabricam armas e ferramentas: machado de pedra, afiados por meio de polimento, implementos para lavrar o solo, para segar, armazenar colheitas e transformá-la em alimento, para cavoucar a terra existia um bastão pontiagudo de madeira, ao qual era acrescentada uma pedra perfurada na ponta; tosca enxadas, rudes foices e arados são os demais recursos utilizados por esses homens.
 Nos tempos primitivos o homem lutava duramente pela subsistência e entre todas as criaturas então existentes na terra, parecia o menos capaz de defender-se dos perigos que o cercavam: nas florestas estavam os mais ferozes animais, como lobos, javalis e ursos gigantes; nos rios, hipopótamos e rinocerontes; no fundo das cavernas, ursos e leões e hienas.

Como o homem sobreviveu, e como no curso das idades tornou-se o ser que conhecemos, constitui a novela mais fascinante da história do mundo. Os primeiros capítulos são ainda difíceis de decifrar, pois foram escritos com ossadas humanas, restos de animais e utensílios feitos pelo homem. Correspondem  ao período das culturas ágrafas (sem escrita), que subsistiram aproximadamente até 3.000 a.C., fim do período neolítico. Mas existem culturas ágrafas até hoje no mundo, como os aborígenes australianos e os índios brasileiros.

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